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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Evangeliza - Perdão e compaixão

Surpresa do Magistrado




Empurrada pela dor e o desespero aquela mulher sofredora venceu a distância e chegou à grande mansão, a fim de pedir clemência ao homem de negócios.
Com as mãos trêmulas tocou a campainha e aguardou por alguns minutos.
Uma serviçal a atendeu prestativa e voltou ao interior da faustosa residência. Depois de longa espera, o magistrado, a quem a mulher procurava, surgiu à porta.
Ouviu, com impaciência, a visitante que lhe falou, entre soluços e lágrimas:
Doutor, peço-lhe caridade. Meu pobre marido não tem culpa. Temos oito filhinhos passando necessidade. Oito filhos, doutor!
Tenha piedade e ajude-nos!
O senhor não ignora que meu pobre companheiro sempre foi um motorista cuidadoso! O homem estava embriagado quando se jogou contra o carro. Ele não pôde evitar o acidente, senão o teria feito.
O juiz, entretanto, olhou-a sem qualquer emoção no olhar frio e indiferente.
Que deseja a senhora, com semelhante reclamação? Falou irritado.
Quem pensa que sou?
Afinal, justiça é justiça!
Seu marido foi imprudente, desnaturado. Tenho certeza de que houve premeditação e por isso sanearei a cidade. Ele servirá de exemplo aos demais motoristas criminosos, esses profissionais inconscientes!
O processo foi corretamente conduzido e a justiça provará, hoje, que seu marido é um homicida como outro qualquer.
Doutor, compadeça-se de nós! Implorou a infeliz.
Nada mais tenho a dizer. -  Falou, ríspido, despedindo a pobre mulher.
O doutor não havia alcançado o interior da casa, quando enorme alvoroço se iniciou na rua.
Os populares gritavam em desespero:
Socorro! Socorro! Peguem o culpado! Peguem o culpado!
A multidão se agitou na via pública.
Ao lado de luxuoso automóvel, último modelo, debatia-se um rapaz aprisionado por homens do povo.
Não muito longe, estendida na rua, uma criança morta...
A notícia do desastre se espalhou rápido.
O doutor inteirou-se do triste acontecimento e caminhou por entre a multidão, pedindo licença, respeitoso.
O rapaz era seu filho que, no carro da família, em correria desenfreada, acabara de atropelar a pequenina indefesa.
A agonia moral transformou o semblante daquele homem que, agora, trazia no rosto paterno  profunda dor.
Abraçou o filho com enternecimento de quem se compadece de um louco...
E, naquele dia, o magistrado não pôde comparecer ao julgamento...
*   *   *
A dor moral é eficiente artesã na arte de cultivar nos corações a compaixão pelo semelhante.
Ao visitar nossa alma, deixa sulcos profundos onde germinam as sementes do verdadeiro amor.
Quando experimentamos o sabor amargo do sofrimento em nosso próprio ser, brotam em nossa intimidade as flores da compreensão e da predisposição para o perdão incondicional.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 27, do livro A vida escreve,
pelo Espírito Hilário Silva, psicografia de Francisco Cândido Xavier
e Waldo Vieira, ed. Feb.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Oração - Pai Nosso

Oração
(Pai Nosso)




Pai Nosso que estais nos Céus
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Neste mundo de escarcéus.

Santificado Senhor,
Seja o teu nome sublime,
Que em todo Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.

Venha ao nosso coração,
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada redenção.

Cumpra-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra,
Nos Céus como em toda a Terra
De luta e de sofrimento.

Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho,
Feito de luz, no carinho
Do pão espiritual.

Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniquidade e de dor.
Auxilia-nos também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos
Que vivem longe do bem.

Com a proteção de Jesus
Livra a nossa alma do erro,
Neste mundo de desterro,
Distante da Vossa luz.

Que a nossa ideal igreja,
Seja o altar da caridade,
Onde se faça a vontade
Do Vosso Amor... Assim seja

Por Monsenhor José Silvério Horta, Psicografia de Francisco Xavier:
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

O Médium Francisco Cândido Xavier psicografou este lindo Pai Nosso, ditado pelo Espírito José Silvério Horta (Monsenhor Horta ) em uma das reuniões da Comunhão Espírita Cristã de Uberaba - Minas Gerais - Brasil. 


Pai Nosso... 

Nosso Pai,
Que estás em toda parte;
Santificado seja o Teu nome, no louvor de todas as criaturas;
Venha a nós o Teu reino de amor e sabedoria;
Seja feita a Tua vontade, acima de nossos desejos;
Tanto na Terra, quanto nos círculos espirituais
O pão nosso da mente e do corpo dá-nos hoje;

Perdoa as nossas dívidas, ensinando-nos a perdoar
nossos devedores com esquecimento de todo mal;
Não permitas que venhamos a cair sob os golpes da tentação
de nossa própria inferioridade;
livra-nos do mal que ainda reside em nós mesmos;
Porque só em Ti brilha a luz eterna do reino e do poder,
da glória e da paz,
da justiça e do amor
para sempre

Assim Seja!
 

(Mensagem de Emmanuel / Chico Xavier - 17.07.1948).


Pai Nosso

“Pai Nosso…” Jesus (Mateus, 6:9).
A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas.
Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.
De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.
É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.
O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer.
Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade.
Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.
Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no egoísmo primitivista.
Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo.
Os soluços de um hemisfério repercutem no outro.
A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa.
O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.
Quando entendemos semelhante realidade o “império do eu” passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante.
Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.
“Pai nosso…” – disse Jesus para começar.
Pai do Universo… Nosso mundo…
Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do “eu quero”, invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.
(XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Cap. 77 - Pai Nosso).

sábado, 12 de novembro de 2016

Evangeliza - O Dever Esquecido


O Dever Esquecido
(Meimei)



"Certo rei muito poderoso, sendo obrigado a longa ausência, tomou de grande fortuna e entregou-a ao filho, confiando-lhe a incumbência de levantar grande casa, tão bela quanto possível.
Para isso, o tesouro que lhe deixava nas mãos era suficiente.
Acontece, porém, que o jovem, muito egoísta, arquitetou o plano de enganar o próprio pai, de modo a gozar todos os prazeres imediatos da vida.
E passou a comprar materiais inferiores.
Onde lhe cabia empregar metais raros, utilizava latão; nos lugares em que devia colocar o mármore precioso, punha madeira barata, e nos setores de serviço, em que a obra reclamava pedra sólida, aplicava terra batida ...
Com isso, obteve largas somas que consumiu, desorientado, junto de amigos loucos.
Quando o monarca voltou, surpreendeu o príncipe abatido e cansado, a apresentar-lhe uma cabana esburacada, ao invés de uma casa nobre.
O rei, no entanto, deu-lhe a chave do pequeno casebre e disse-lhe, bondoso:
    - A casa que mandei edificar é para você mesmo, meu filho... Não me parece a residência sonhada por seu pai, mas devo estar satisfeito com a que você próprio escolheu..."
Comparemos o soberano a Deus, nosso Pai.
O príncipe da história poderia ter sido qualquer um de nós.
A fortuna para construirmos a moradia de nossa alma é a vida que Deus nos empresta.
Quase sempre, contudo, gastamos o tesouro da existência em caprichosa ilusão, para acabarmos relegados, por nossa própria culpa, aos pardieiros apodrecidos do sofrimento.
Mas, aqueles que se consagram à bênção do dever, por mais áspero que seja, adquirem a tranquilidade e a alegria que o Supremo Senhor lhes reserva, por executarem, fiéis, a sua divina vontade, que planeja sempre o melhor a nosso favor.


(XAVIER, Francisco Cândido. Do livro "ANTOLOGIA DA CRIANÇA", Pelo Espírito de Meimei. Autores Diversos).

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Evangeliza - Disciplina

Disciplina


“A disciplina é uma virtude digna do melhor acatamento - aliás o são todas as virtudes - desde de que seja natural e espontânea, fruto de resolução pessoal, derivada da razão e do sentimento. Fora desta condição, degenera, deixando de corresponder à finalidade moral que dela é lícito esperar-se.” (VINÍCIUS, (Pedro Camargo). Na Escola do Mestre. 4ª ed. FEESP, 1981).

“A disciplina é a mãe do sucesso.” (Ésquilo).
“Disciplina é a ponte entre metas e realizações.” (Jim Rohn).
“Disciplina é a ponte que liga nossos sonhos às nossas realizações.” (Pat Tillman).
“Disciplina é a nossa capacidade de fazermos aquilo que nós mesmos acreditamos.” (Alan Schlup Sant'Anna).

“Ter disciplina é direcionar energia para seguir ordens que você dá a si mesmo” (Eugênio Mussak).

“O corpo é moldado, disciplinado, respeitado, e com o tempo, passa a ser confiável.” (Martha Graham, dançarina americana 1894-199).

Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue".

“A vontade é emocional, enquanto a decisão é racional. E o comandante tem que ser o racional, pois ele é quem tem o discernimento sobre o que é bom e o que não é bom. O emocional só sabe diferenciar o agradável do desagradável, o que não serve como critério para as grandes decisões.
A indisciplina dispersa energia, a disciplina condensa. Ser disciplinado significa obedecer às ordens que você dá a si mesmo.
A disciplina é o antídoto que sabemos que não falha, porque foi testado ao longo da história humana.
Sempre que a essência do homem foi colocada em teste, como na guerra, nos esportes e nas ciências, a disciplina mostrou seu valor.
Segundo Sêneca (4 a.C. e 65 d.C) a disciplina é absolutamente fundamental. A principal causa do sofrimento humano é a fraqueza da vontade, e isso termina por levar o homem a condutas deploráveis, como a preguiça, a inveja e a cobiça. A pessoa que domina sua vontade comanda seu destino, e aquele que não domina sua vontade é apenas arrastado pelo destino, que foge do controle. A indisciplina e a preguiça podem ter efeito fatal em nossos sonhos!
A disciplina […] não pode depender nem da exigência jurídica nem da imposição de outras pessoas. Ser disciplinado significa controlar os impulsos primitivos que buscam, acima de tudo, o prazer e a economia de energia.”
(MUSSAK, Eugênio. Ai, que preguiça! Revista Vida Simples nº61, 15/12/2007. Disponível em: <http:// http://eugeniomussak.com.br/ai-que-preguica/>).

“Certa vez um jovem abordou Napoleão buscando saber que qualidade se faz preciso desenvolver para me transformar em um grande general algum dia: você precisa desenvolver aquela a partir da qual todas as outras virtudes virão. Você precisa desenvolver aquela a partir da qual todas as outras virtudes virão: você precisa ser disciplinado. Só assim você se valerá bem do tempo, nosso bem mais precioso. Quanto a mim, pode ser que, no futuro, eu perca uma batalha, mas jamais perderei um minuto.
De acordo com o conceito clássico, disciplina é um regime de ordem. Em outras palavras, é um sistema onde os acontecimentos se processam como previamente determinado.
Coragem, conhecimento e planejamento são importantíssimos para o sucesso de uma empreitada, mas ficam impotentes sem a companhia da disciplina.
Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, insistia na disciplina como uma qualidade da alma; o poder que permite ao homem diferenciar-se dos animais, pois significa a vitória da razão, a única possibilidade de uma pessoa realizar seus sonhos. Sem a disciplina e a determinação, qualquer sonho não passará de devaneio. O filósofo dizia que a “virtude moral é resultado do hábito”. Somos o que repetidamente fazemos, forjamos o caráter nas atividades diárias, e estas construirão nosso destino.
A disciplina liberta você da pressão externa e do sofrimento que vem dos sonhos não realizados.”
(MUSSAK, Eugênio. Disciplina. Revista Vida Simples nº65, 01/04/2008. Disponível em: <http://eugeniomussak.com.br/disciplina/>).


Disciplina - Escolha que você faz de colocar a sua energia, seu foco naquilo que realmente importa (é importante). Sugestão: visualizar o resultado que você quer alcançar antes de começar a se envolver no projeto. Você se sente no resultado antes dele acontecer. Essa técnica de manter o foco no que você quer te ajuda a evitar a pensar no que não quer.

“Diferenças entre desejo e vontade. Um é titubeante, incerto; outra leva a realizações.
A Vontade é o grande dínamo da vida. É por meio dela que pomos em ação nossos pensamentos, quando queremos realizar algo. É preciso querer para transformar um simples desejo em vontade.
[…].
O desejo está freqüentemente ligado aos nossos sentimentos e emoções, enquanto a vontade realizadora caminha de mãos dadas com a lógica e a razão e, por isso mesmo, é respaldada, também, pelo poder do raciocínio. [...] A vontade é o pré-requisito das boas realizações, firma-se na ponderação e na moderação, leva a criatura ao equilíbrio no trabalho e em todos os atos de sua vida. Ela é, portanto, a pedra fundamental, o dínamo de nossos pensamentos, levando ao sucesso na vida, quando dirigida às boas ações. A vontade é forte, persuasiva, abre caminho e realiza; o desejo é titubeante, incerto e quase sempre inconseqüente.”
(SAMEL, Caruso. Diferença entre Desejo e Vontade. Disponível em: http://www.arazao.net/desejo-e-vontade.html

“A disciplina é a capacidade de se manter focado nas tarefas necessárias para concretização de uma meta sem se desviar e sem perder a motivação.
[…] A disciplina é uma das qualidades mais difíceis de serem desenvolvidas, principalmente porque vivemos num mundo tão cheio de estímulos, tão cheio de possibilidades e oportunidades que é muito fácil se dispersar e perder o foco. Outro problema que encontramos diariamente em nossas vidas tão cheias de estímulos é a porta aberta para a perda de tempo.”
(CHRISTY, Fran. O que é disciplina? Disponível em: <http://www.excellencestudio.com.br/disciplina/o-que-e-disciplina.htm>).

“A construção da disciplina requer um esforço heroico. Nossas ideias são geniais, originais e bem intencionadas. Mas muitas não sobrevivem à empolgação e raramente cumprimos as promessas que fazemos a nós.
Nada se constrói sem o dia após o outro. Basta olharmos à nossa volta: a cerâmica que pisamos e o tijolo que nos protege são obras da sucessão dos dias.
A disciplina é consequência da organização. Mas não se nasce organizado. Precisamos anotar, agendar, listar, jogar fora, repor. E isso depende da volição: o ato pelo qual a vontade toma uma determinação.”
(AIRES, Sergio. O hábito da disciplina. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/mobile/artigos/carreira/oo-habito-da-disciplina/93765/>).

“[...] toda edificação da alma requer disciplina, educação, esforço e perseverança.” - Alexandre no livro: (XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. Ditado pelo Espírito André Luiz).



“No princípio das tarefas, estranhei a disciplina a que devia submeter-me. Fiquei triste ao imaginar que eu era uma pessoa rebelde e, nesse estado de quase depressão, certa feita me vi, fora do corpo, observando um burro teimoso puxando uma carroça que transportava muitos documentos.
Notei que o animal, embora trabalhando, fitava com inveja os companheiros da sua espécie que corriam livremente no pasto, mas viu igualmente que muitos deles entravam em conflitos, dos quais se retiravam com pisaduras sanguinolentas.
O burro começou a refletir que a vida livre não era tão desejada como supusera, de começo. A viagem da carroça seguia regularmente, quando ele se reconheceu amparado por diversas pessoas que lhe ofereciam alfafa e água potável.
Finda a visão-ensinamento, coloquei-me na posição do animal e compreendi que, para mim, era muito melhor estar sob freios disciplinares, do que ser livre no pasto da vida, para escoicear companheiros ou ser por eles escoiceado”.
Anuário Espírita (1988).
(BACCELLI, Antônio Carlos. Chico e Emmanuel. p.69-70).


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Evangeliza - Lindos Casos de Chico Xavier

Lindos Casos de Chico Xavier
 (Ramiro Gama)




2 - O Valor da Oração

A madrinha do Chico, por vezes, passava tempos entregue a obsessão. Assim é que, nessas fases, a exasperação dela era mais forte. Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino a vários dias de fome.
Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum. À tarde, na hora da prece, encontrou a mãezinha desencarnada que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava.
— Então, a senhora não sabe — explicou o Chico — tenho passado muita fome. — Ora, você está reclamando muito, meu filho! — disse Dona Maria João de Deus — menino guloso tem sempre indigestão.
— Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa...
A mãezinha abraçou-o e recomendou:
— Continue na oração e espere um pouco.
O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal. Aproximou- se dele e deixou cair da bocarra um objeto escuro. Era um jatobá saboroso...
Chico recolheu, alegre, O pesado fruto, ao mesmo tempo em que reviu a mãezinha ao seu lado, acrescentando.
— Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento.
E, despedindo-se da criança, acentuou:
— Como você observa, meu filho, quando oramos com fé viva até um cão pode nos ajudar, em nome de Jesus.

29 - Solidão Aparente

Em meados de 1932, o “Centro Espírita Luiz Gonzaga” estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico. Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto.
Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos
da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros.
D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os
dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequência ao grupo, pelo menos, por alguns meses.
Vendo-se sozinho, o médium também quis ausentar-se.
Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no Centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:
— Você não pode afastar-se.
Prossigamos em serviço.
— Continuar como? Não temos frequentadores...
— E nós? — disse o Espírito amigo. — Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.
Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto.
Em seguida, abria O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando- a em voz alta.
Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez.
Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho...
E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Centro, de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e sextas-feiras.

33 - Pedindo esmola para enterrar o ex-patrão

Chico levantara-se cedo e, ao sair, de charrete, para a Fazenda, encontra-se no caminho com o Flaviano, que lhe diz:
— Sabe quem morreu?
— Não!...
— O Juca, seu ex-patrão.
Morreu na miséria, Chico, sem ter nem o que comer.
— Coitado! E Chico tira do bolso o lenço e enxuga os olhos.
— A que horas é o enterro?
— Creio que vão enterrá-lo a qualquer hora, como indigente, no caixão da Prefeitura, isto é, no rabecão...
Chico medita, emocionado, e pede:
— Flaviano, faça-me um favor: vá à casa onde ele desencarnou e peça para esperarem um pouco. Vou ver se lhe arranjo um caixão, mesmo barato.
Flaviano despede-se e parte.
Chico desce da charrete. Manda um recado para seu Chefe.
Recorda seu ex-patrão, figura humilde de bom servidor, que tanto bem lhe fizera. E ali mesmo, no caminho, envia uma prece a Jesus:
“Senhor, trata-se de meu ex-patrão, a quem tanto devo; que me socorreu nos momentos mais angustiosos; que me deu emprego com o qual socorri minha família; que tanto sofreu por minha causa. Que eu lhe pague, em parte, a gratidão que lhe devo. Ajude-me, Senhor”.
E, tirando o chapéu da cabeça e virando-o de copa para baixo, à guisa de sacola, foi bater de porta em porta, pedindo uma esmola para comprar um caixão para enterrar o extinto amigo.
Daí a pouco, toda Pedro Leopoldo sabia do sucedido e estava perplexa, senão comovida com o ato do Chico.
Seu pai soube e veio ao seu encontro, tentando demovê-lo daquele peditório.
— Não, meu pai, não posso deixar de pagar tão grande dívida a quem tanto colaborou conosco.
Um pobre cego, muito conhecido em Pedro Leopoldo, é inteirado da nobre ação do Chico, a quem estima.
Esbarra com ele:
— Por que tanta pressa, Chico?
— Meu nêgo, estou pedindo esmolas para enterrar meu ex-patrão.
— Seu Juca? Já soube. Coitado, tão bom! Espere aí, então, Chico. Tenho aqui algum dinheiro que me deram de esmolas ontem e hoje.
E despejou no chapéu do Chico tudo o que havia arrecadado ate ali. Chico olhou-lhe os olhos mortos e sem luz. Viu-os cheios de lágrimas.
Comoveu-se mais.
— Obrigado, meu nêgo! Que Jesus lhe pague o sacrifício.
Comprou com o dinheiro esmolado o caixão. Providenciou o enterro. Acompanhou-o até o cemitério. E já tarde, regressou à casa.
Tinha vivido um grande dia.
Sentou-se à entrada da porta. Lá dentro, os irmãos e o pai, observavam-no comovidos.
Em prece muda, agradeceu a Jesus. Emmanuel lhe aparece e lhe sorri. O sorriso de seu bondoso Guia lhe diz tudo. Chico o entende.
Ganhara o dia, pagara uma dívida e dera de si um testemunho de humildade, de gratidão e de amor ao Divino Mestre.


35 - Vá com Deus

Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.
Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda. Não andava, voava, tão velozmente caminhava.
Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
— Chico, estou esperando-o
desde às seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
— Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço, lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
— Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudicá-lo.
Chico volta e atende.
— Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado médium.
Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
— Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!
Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.
Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
— Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D. Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluidos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
— Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
— Imagine se, ao invés de vá com deus, dissesse, magoada, “vá com o diabo”. Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior.
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida, entendendo em tudo e por tudo o serviço do Senhor, refletido nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.

95 - A lição do bilhar

Num domingo em que estava de plantão no estabelecimento do qual é empregado, Chico levantara-se cedo e foi a pé para seu escritório. Ao passar, às 7 horas da manhã, defronte de um bar, admirou-se por ver, tão cedo, um grupo de rapazes jogando bilhar. Na hora do almoço, os mesmos rapazes jogavam bilhar. De tarde, às 17 horas, veio para jantar, e, de volta, reparou que o mesmo grupo ali estava, no bar, carambolando. Por fim, às 22 horas, ao regressar à casa, acabada sua tarefa, passou de novo pelo mesmo local e, surpreso, verificou que o mesmo conjunto de jovens ali estava ainda no mesmo entretenimento.
Exclamou consigo mesmo: — Meu Deus, será possível o que vejo? Tenho tanto trabalho, não me sobra tempo para perdê-lo.
No entanto, esses moços atravessaram o dia inteiro em passatempo inútil...
De imediato, porém, ouviu a palavra de Emmanuel, a dizer-lhe:
— O bilhar também é uma criação de Deus. Detém os espíritos para que não sigam o caminho das trevas. Enquanto estes jovens se divertem, não mentalizam crimes, não aumentam as próprias faltas e nem dão acesso aos pensamentos tenebrosos dos Espíritos cristalizados na delinquência. Aprendamos, desse modo, a respeitar a Bondade de Deus.


(GAMA, Ramiro. Lindos Casos de Chico Xavier).


* * *

Certa vez, um amigo abordou o Médium e perguntou-lhe:
– Chico, em sua opinião, qual é o homem mais rico?
Como se estivesse a ouvir a voz de Emmanuel nos escaninhos da alma, o médium respondeu:
– Para mim, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades...
Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:
– E o homem mais justo e sábio?...
Com a mesma espontaneidade, ele esclareceu:
– O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever...
– Mas – insistiu, certamente, interessado em alguma revelação que lhe facilitasse a vida – o que você está me dizendo é o óbvio...
Com o fraterno sorriso de sempre, sem se deter na tarefa de atendimento aos que lhe procuravam a palavra, Chico redarguiu:
– Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio... Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma. Nada mais óbvio que a Verdade! O nosso problema é justamente este: queremos alcançar Céu, vivendo fora do óbvio na Terra!...
 




O ESPÍRITO MAIS ILUMINADO QUE O CHICO JÁ VIU.

O Chico contava que o espirito mais iluminado que ele tinha visto em toda sua vida foi um jovem soldado romano.
Este foi acusado pelas autoridades da época de esconder Jesus quando ele desapareceu por uns dias, foi levado, acusado e condenado pelos próprios colegas soldados.
Ele era cristão e com certeza sabia onde Jesus estava, foi levado ante a autoridade e desassombrado como todo jovem de 18 anos quando foi perguntado:
- Onde está Jesus? Você sabe onde Jesus se escondeu?
E Chico, em lágrimas contava essa historia, Emmanuel contou a ele, e o Chico teve a visão da historia.
O soldado imediatamente diz:
- Queres saber onde encontrar Jesus? Pois ele está aqui no meu coração.
Sem pensar duas vezes a autoridade disse: 
- Ah é? Pois então arranquem-lhe o coração.
E ali mesmo os soldados com uma faca, lhe arrancaram o coração, com ele ainda vivo.
Ele cai, naturalmente, morto.
Mas, quando Emmanuel contou essa historia para o Chico, de repente ficou cego, devido tamanha luminosidade irradiada do peito do rapaz, que se fez presente em seu quarto.
A Luz que saía do coração, que faltava ao soldado, era tão tremenda, que o chico olhou pela Janela, e todo o quarteirão, até onde ele podia alcançar, estava iluminado com uma intensa luz dourada.
Extraordinária.
O Chico contava:
"- Foi o Espírito mais iluminado que eu Vi em toda minha vida, porque ele havia tido o coração arrancado, já que ali era a morada de Jesus".






sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O Monge de Manilha

O Monge de Manilha
(Emmanuel - Francisco Cândido Xavier)

 [...] lembrando a influência do Divino Mestre em todos os corações sofredores da Terra, recordemos o episódio do monge de Manilha, que, acusado de tramar a liberdade de sua pátria contra o jugo dos espanhóis, é condenado à morte e conduzido ao cadafalso.
No instante do suplício, soluça desesperadamente o mísero condenado: - "Como, pois, será possível que eu morra assim inocente? Onde está a justiça? Que fiz eu para merecer tão horrendo suplício?"
Mas um companheiro corre ao seu encontro e murmura-lhe aos ouvidos: - "Jesus também era inocente!..."
Passa, então, pelos olhos da vítima, um clarão de misteriosa beleza.
Secam-se as lágrimas e a serenidade lhe volta ao semblante macerado, e, quando o carrasco lhe pede perdão, antes de apertar o parafuso sinistro, ei-lo que responde resignado: - "Meu filho, não só te perdôo como ainda te peço cumpras o teu dever."


( XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz. Pelo Espírito de Emmanuel. Pag. 111).

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Evangeliza - História - Aprendendo a Viver

História - Aprendendo a Viver
(Célia Xavier Camargo)








Morando numa pequena casa em um bairro humilde, Toninho vivia inconformado.
Na escola via colegas mais bem vestidos, calçando tênis caros, e sentia-se triste. Gostaria de ser como um deles, ter casa bonita, passear no “Shopping Center”, ter brinquedos sofisticados, “vídeo games”. Ouvia o relato dos amigos sobre programação de final de semana, e ficava humilhado.
Porque só ele tinha uma vida tão chata e tão sem atrativos?
Nunca podia comprar nada de diferente, usava o par de tênis que não servia mais para o seu irmão, e suas roupas estavam velhas e surradas. É bem verdade que a mamãe as trazia sempre limpa e bem passadas, mas Toninho sentia-se mal por usar sempre as mesmas roupas.
Ao chegar em casa para o almoço, reclamava. A comidinha era simples e nunca tinha pratos diferentes.
- Outra vez feijão com arroz?
O pai, operário de uma fábrica, respondia com paciência:
- E não está bom? Tem muita gente que não tem o que comer, meu filho! Vamos agradecer a Deus, pois nunca passamos fome.
Toninho não respondia. Baixava a cabeça e punha-se a comer, de má-vontade.
Certo dia, Toninho saiu de casa chateado. Brigara com os pais, pois queria uma calça jeans que tinha visto numa loja no centro da cidade e seu pai lhe dissera que era impossível naquele momento. Não tinha dinheiro.
Nervoso, engolindo as lágrimas e chutando uma lata, Toninho foi para a rua. Andou bastante, sem destino. Cansado aproximou-se dele e pediu uma moeda.
Ele olhou admirado para a garota, afirmando:
- Não tenho dinheiro!
- Mas você parece rico. Deveria ter dinheiro.
Espantado, Toninho olhou melhor para a menina, achando graça.
- Então, acha que sou rico?
- Pois não é? Está limpo, bem vestido, bem calçado. Aposto que tem até uma casa!
Toninho, que sempre se considerara muito pobre, perguntou:
- Tenho. Por quê? Você não tem uma casa?
A menina respondeu, apontando para um lugar ali perto:
- Não. Moro debaixo daquele viaduto ali.
Toninho, que nunca se dera conta da verdadeira pobreza, estava horrorizado. A menina, cujo nome era Júlia, convidou-o para conhecer “sua casa” e ele a acompanhou.
Lá chegando, Toninho viu um casal simpático acendendo o fogo num fogão improvisado com tijolos. Também havia outras famílias dividindo o local.
Os pais de Júlia o receberam com um sorriso. Haviam alguns gêneros alimentícios e estavam contentes. Teriam o que comer naquele dia e poderiam até ajudar outras famílias que ali estavam.
- Não se assuste – disse a mãe de Júlia a Toninho -, sem sempre estivemos nessa situação. Acontece que há alguns meses meu marido foi dispensado na indústria onde trabalhava e está desempregado até hoje. Não pudemos mais pagar o aluguel e fomos despejados. Para comprar o que comer, fomos vendendo os móveis e eletrodomésticos que possuímos. Assim, perdemos o jogo de sofá, a geladeira, o fogão, o aparelho de som, as camas. Agora, estamos morando aqui debaixo deste viaduto. Mas, não pense que estamos tristes. Não, de modo algum! Sempre agradecemos a Deus por termos onde nos abrigar. Existem pessoas que nem isso possuem!
Toninho sentiu um nó na garganta. Despediu-se, emocionado.
Chegando em casa, Toninho sentiu a segurança e o aconchego do ambiente doméstico. Entrou na cozinha e um cheiro bom de comida veio do fogão.
Seu pai chegou da fábrica e sentaram-se para comer. Toninho pediu para fazer a oração de agradecimento.
- Muito obrigado, Senhor, por tudo que nos concedeste. Pela nossa casa, pela família, pela comida. E que nunca nos falte o necessário para viver. Assim seja.
Notando que o filho estava emotivo e diferente, o pai explicou:
- Meu filho, amanhã eu irei receber um dinheiro extra e poderei comprar aquela calça jeans que você tanto deseja.
Para sua surpresa, Toninho respondeu:
- Não, papai, não precisa. Isso agora já não tem qualquer importância.
Vendo o espanto dos pais, que nada estavam entendo, o menino contou-lhe a história da Júlia, sua nova amiga.
Os pais de Toninho também quiseram conhecer a família de Júlia, que tanto bem fizera a seu filho, e tornaram-se amigos. O pai de Toninho explicou o caso na fábrica e, dentro de poucos dias, surgindo uma vaga, o pai de Júlia foi contratado.
Na escola, agora o comportamento de Toninho era completamente diferente. O exemplo de otimismo e resignação daquela família havia tocado seu coração. Mostrava-se mais alegre, satisfeito e nunca mais se sentiu infeliz, reconhecendo que a vida é um bem muito precioso e que Deus dá a cada um o necessário para poder viver.

Disponível em: <http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2011/06/aula-obediencia-e-resignacao.html> ou <http://www.oconsolador.com.br/34/espiritismoparacriancas.html>


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